segunda-feira, 5 de abril de 2010

Milagre do Sol,Fatima

Milagre do Sol


O chamado Milagre do Sol foi um fenómeno testemunhado por cerca de 50 mil pessoas em 13 de outubro de 1917 nos campos de Cova da Iria, Fátima, Portugal [1]. As estimativas do tamanho da multidão variam de "trinta a quarenta mil" por Avelino de Almeida, escrevendo para o jornal português O Século [2], a cem mil, segundo estimativa de José de Almeida Garrett, professor de ciências naturais na Universidade de Coimbra [3]. Ambos presenciaram o fenómeno [4].

As crianças haviam relatado em datas anteriores que Nossa Senhora tinha prometido um milagre para o meio-dia de 13 de Outubro, na Iria de Cova, [5] "de modo que todos pudessem acreditar."[6]

De acordo com muitas indicações das testemunhas, por exemplo o avô materno de Fátima Magalhães, entre muitos outros, após uma chuva torrencial, as nuvens desmancharam-se no firmamento e o Sol apareceu como um disco opaco, girando no céu [7]. Algumas afirmaram que não se tratava do Sol, mas de um disco em proporções solares, semelhante à lua. Disse-se ser significativamente menos brilhante do que o normal, acompanhado de luzes multicoloridas, que se reflectiram na paisagem, nas pessoas e nas nuvens circunvizinhas [7]. Foi relatado que o pretenso Sol se teria movido com um padrão de ziguezague [7], assustando muitos daqueles que o presenciaram, que pensaram ser o fim do mundo [8]. Muitas testemunhas relataram que a terra e as roupas previamente molhadas ficaram completamente secas, num curto intervalo de tempo [9].

De acordo com relatórios das testemunhas, o Milagre do Sol durou aproximadamente dez minutos [10]. As três crianças [11], relataram terem observado Jesus, a Virgem Maria, e São José abençoando as pessoas dentro ou junto do Sol[12]. Outras testemunhas afirmaram ter visto vultos de configuração humana dentro do Sol quando este desceu.



Avaliação crítica do evento

Durante o dia do fenómeno, não foi reportada nenhuma observação científica extraordinária do Sol em observatórios [13].

O facto de o pretenso milagre ser anunciado antecipadamente, o abrupto início e final do evento sobre o Sol, a natureza diversa dos observadores, que incluía crentes e descrentes e o grande número A actividade do Sol reportada, visível a pessoas a 18 quilómetros de distância do lugar, põe uma barreira à hipótese de histeria em massa.

Tentou explicar-se o pretenso milagre com base em fenómenos naturais [15] [16] [17], Entretanto, o facto inegável da predição de que ia ocorrer em determinada data põe a explicação natural em causa.

O evento foi oficialmente aceite como um milagre pela Igreja Católica em 13 de outubro de 1930. Em 13 de outubro de 1951, o cardeal Tedeschini afirma que, em 30 de outubro, 31 de outubro e 1 de novembro e 8 de novembro, o papa Pio XII presenciou um milagre semelhante nos jardins do Vaticano [21].

O facto de não poder ter sido o Sol a mover-se devido às trágicas consequências para todo o sistema solar põe em causa a interpretação tradicionalmente aceite daquilo que os milhares de testemunhas presenciaram no local onde o fenómeno ocorreu.

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